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47 checks de segurança em linguagem simples
- Client
- Supersônica
- Industry
- SaaS de segurança
- Period
- 2026
Stack
- Next.js
- TypeScript
- Supabase
- Nuclei
- Inngest
- Stripe
- AWS EC2
- Vercel
The challenge
Sites feitos com IA vão a produção sem revisão de segurança, e o output de um scanner tradicional é ilegível justamente para quem os construiu.
What we built
Um SaaS que roda 47 verificações contra uma URL pública, descobre endpoints ocultos rastreando bundles JavaScript, ajusta os testes à stack detectada e devolve cada achado em linguagem simples com um prompt de correção pronto para colar.
Results
- Verificações de segurança por scan
- 47
- Testes automatizados no repositório
- 1.200
- Primeiro pagamento real em produção
- 30/04/2026



Este é um produto do próprio estúdio, não um trabalho entregue a cliente. A Supersônica projetou, construiu e opera o SecureMyVibe. Ele está no ar, em desenvolvimento ativo, e é o caso em que podemos abrir todos os números sem pedir permissão a ninguém.
O problema
Ferramentas de vibecoding colocam um site em produção em uma tarde. Quem publica raramente é quem sabe o que é Row Level Security, o que um header de segurança ausente permite, ou por que uma rota de API que devolve dados de usuário sem exigir login é um incidente esperando data marcada. O site abre, responde, tem formulário funcionando — então parece pronto.
Scanners de segurança já existem, e são o segundo problema. O resultado de uma ferramenta como o Nuclei é uma lista de identificadores de template e níveis de severidade: perfeitamente legível para quem já trabalha com segurança, inútil para quem construiu o site conversando com um modelo. O diagnóstico chega e não vira correção, o que na prática equivale a não ter chegado.
A intervenção
O SecureMyVibe roda 47 verificações contra uma URL pública — 46 templates Nuclei mais um testador de endpoints — com cobertura do OWASP Top 10. Antes de testar, ele descobre a superfície real: um crawler percorre os bundles JavaScript atrás de rotas de API que não aparecem em nenhum link, e cada rota encontrada é sondada para autenticação ausente com requisições somente de leitura.
Duas decisões definiram o produto.
A primeira é que o scan é consciente da stack. Identificada a plataforma, templates condicionais entram em cena: regras de Row Level Security no Supabase, regras de segurança no Firebase, server actions no Next.js. Um scan genérico gasta a atenção do usuário com ruído; este reporta o que aquela stack especificamente expõe.
A segunda é o relatório, e é ela que define o produto. Cada achado é reescrito em linguagem direta — "tabelas do Supabase acessíveis usando apenas a chave pública, sem Row Level Security habilitado" no lugar de um identificador de template — e vem com um prompt de correção pronto para colar de volta na ferramenta que gerou o site. O ciclo fecha onde o usuário já está, em vez de terminar num PDF que ele não sabe executar.
A infraestrutura acompanha essa escolha: Next.js e Supabase na Vercel, o scanner isolado em EC2 porque varredura de rede não divide processo com aplicação web, Inngest orquestrando os jobs assíncronos e Stripe no pagamento. O relatório sai em três idiomas.
O resultado
O produto está em produção e teve seu primeiro pagamento real validado em 30 de abril de 2026. Por trás dele há 1.200 testes automatizados: 639 na aplicação web e 561 no scanner.
Esse último número é o que mais nos interessa como estúdio, e não é vaidade de cobertura. Um scanner de segurança que erra é pior do que scanner nenhum — um falso negativo dá alta a um site vulnerável e ainda entrega ao dono a confiança de que está tudo bem. Os 561 testes do scanner existem para que cada um dos 47 checks continue significando exatamente o que diz que significa depois de cada alteração. É a parte do trabalho que o cliente nunca vê e sem a qual o relatório não poderia ser levado a sério.